Num primeiro momento, as histórias das contaminações pelo novo coronavírus começaram a chegar através da nossa Rede GSA, com vários informes da situação na Europa. Já traziam um sinal alarmante em nossa direção e, de fato, quando os casos positivos se instauraram pelo Brasil, a projeção da velocidade de contaminação indicava que nos tornaríamos o epicentro da pandemia.
As previsões se tornaram verdade. Entendemos rapidamente que não era simplesmente uma questão individual acerca das tentativas de barrar o avanço do vírus, e sim, um problema de toda a sociedade. Todavia, as comunidades que vivem em situação vulnerável estavam muito mais expostas aos danos causados pela covid-19 do que qualquer grupo de risco.
Um dado fundamental é que nem todo mundo tem condições de isolamento. Para se ter uma ideia, o DataFavela mostrou que 72% das pessoas nessas comunidades brasileiras não têm poupança para manter nem por uma semana o seu baixo padrão de vida.
Projeções dão conta de que quase 10% da população brasileira vive em “aglomerados subnormais”, que aumentaram após a recessão iniciada em 2014. O último Censo do IBGE contabilizou 6.329 favelas, em 323 municípios.
É nas favelas que vive a maior parte dos cerca de 13,5 milhões de brasileiros na extrema pobreza, que passam o mês com menos de R$ 145,00 obtidos em trabalhos precários. São estas pessoas que podem ser vetores do vírus e morrer sem condições de atendimento.
Nossa resposta foi mergulhar nas ações emergenciais para colaborar de alguma forma para diminuir os impactos da pandemia nas comunidades que temos relações históricas. Para que a gente conseguisse ser a ponte entre quem pode doar e quem precisa, criamos um método de entregas seguro e confiável, seguindo todos os protocolos de segurança. Em nome da credibilidade e transparência, o Elos foi por dois anos escolhido como uma das 100 melhores Ongs do Brasil e todas as nossas contas são auditadas externamente.
Se você quer colaborar sem ter que colocar a mão no bolso, doe sua Nota Fiscal Paulista!







Meu nome é Rosemar. Sou líder comunitária aqui no Jardim Real, em Cubatão. Fiz uma listagem com as famílias que mais precisavam de ajuda com essa pandemia. Graças ao projeto, foram atendidas 104 famílias. Confesso que foi difícil fazer essa distribuição, porque não tinha noção de que tantas famílias estão sofrendo com tudo isso. Nossa cidade está agora com um aumento grande de casos de covid-19. Tem moradores em UTI, tem morador que tentou suicídio por não saber agir nesse isolamento social. As cestas e os produtos de higiene pessoal ajudaram muito, pois muitas famílias não tinham um álcool gel em casa.

Rosemar VieiraJardim Real – Cubatão
Sou agente de saúde no posto do JNR, que atende 3 bairros. Durante essa pandemia que está atingindo todo o mundo, nos consideramos incapacitados diante da crise. Rose fez um contato e perguntou sobre as famílias mais vulneráveis durante esse momento. Falei com os agentes e com as enfermeiras, e através de uma triagem selecionamos as famílias com grande número de pessoas, muitos filhos, e sem renda, de gestantes com filhos e pai desempregado, as sem condições financeiras e em tratamento de saúde, outras com 4 filhos e pessoas com deficiência física dependendo de LOAS, além de outros casos. Em nome da nossa Unidade Básica de Saúde, gostaria de agradecer a todos vocês por essa atitude

ElizeldaAgente de Saúde – Cubatão
Meu nome é Simone, sou secretária da Sociedade de Melhoramentos do Monte Serrat, onde nos últimos meses temos recebido um auxílio muito grande do Elos, que por intermédio de parceiros conseguiu fornecer cestas básicas para a comunidade. Nossa comunidade não é muito grande, mas é muito deficiente de ajuda, principalmente do poder público, por ser uma comunidade que não tem acesso para carros. Somos o Caminho Monsenhor Moreira, uma escadaria em que são 416 degraus até o topo. Nós temos 9 vilas, e nessas vilas têm as famílias vulneráveis, que dá em torno de 300 famílias. Conseguimos ajudar uma boa parte delas, que já estavam passando sufoco e fome. A parceria do Elos atingiu a nossa comunidade e outras. Foi um trabalho muito bem feito e organizado, feito com muito carinho. Quem tem fome tem pressa.

Simone CarolinoMonte Serrat – Santos
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