Impacto · Casos · Território
No Dique da Vila Gilda, um sonho de 1999 voltou, 26 anos depois, para ensinar a comunidade a se proteger.
Baixada Santista · uma história que atravessa três gerações do Guerreiros Sem Armas no mesmo território.
26 anos
entre a creche de 1999 e a prevenção de 2026
9
países no GSA 2026
2
sirenes comunitárias instaladas

1999
Tudo começou aqui. No primeiro Guerreiros Sem Armas realizado no Dique, um sonho coletivo saiu do papel em mutirão.

Gente do bairro e de fora, lado a lado. O método já era este: partir do que a comunidade sonha e construir junto.

Em três dias, o sonho virou uma creche, ali no meio do território.

os anos seguintes
A creche cresceu. A articulação começada no mutirão não parou quando o programa acabou.

No mesmo bairro, aquela mobilização abriu caminho para o Instituto Arte no Dique.

Arte, cultura e formação como projeto de vida para as crianças e jovens do território.

Hoje o Arte no Dique é referência nacional em formação artística e cultural.

Uma instituição inteira nascida do que a própria comunidade decidiu sonhar.

O legado de 1999 seguiu vivo por mais de duas décadas, antes do Elos voltar.

2026
2026: o Guerreiros Sem Armas volta ao Dique, 26 anos depois. Desta vez, o desafio é outro.

Participantes de nove países, de Angola ao Bangladesh, trabalham ao lado dos moradores.

A escuta apontou a urgência: os incêndios que voltaram a destruir casas a cada poucas semanas.

A resposta foi construída pela comunidade: sirenes, brigada treinada e equipamentos de uso coletivo.

solução emprestada do Jardim São Manoel, pela Rede de Lideranças 013
Um sistema comunitário de prevenção, feito para continuar nas mãos de quem mora ali.
O que o Elos conduziuO Elos conduziu a formação e o assessoramento técnico dos dois ciclos.
O que a comunidade construiuA creche, o Instituto Arte no Dique e o sistema de prevenção são conduzidos pela própria comunidade.
Os incêndios voltaram ao Dique da Vila Gilda no começo de 2026. Em poucas semanas, o fogo destruiu moradias mais de uma vez, e a previsão de calor forte na Baixada aumentou o medo de novas perdas.
Os moradores decidiram responder juntos. Durante a edição de 2026 do Guerreiros Sem Armas, que trouxe participantes de nove países, a comunidade montou no mutirão de julho um sistema comunitário de prevenção e resposta rápida a incêndios.
O sistema junta várias frentes: duas sirenes em pontos altos, ligadas a um acionamento que qualquer vizinho alcança; moradores formados no curso de brigadista; e uma vaquinha para comprar botas isolantes e extintores de uso coletivo.
A ideia não veio do zero. No Jardim São Manoel, também em Santos, os moradores já usavam um alerta parecido. As duas comunidades fazem parte da Rede de Lideranças 013, e foi por ela que a solução de um bairro chegou ao outro.
O GSA já tinha passado pelo Dique antes. Em 2000, a mobilização ajudou a criar o primeiro espaço de contraturno para as crianças, e daquela articulação nasceu o Instituto Arte no Dique, hoje referência nacional em formação cultural. Como em outras edições, o fim do mutirão é só o começo do próximo passo.
Quem viveu isso conta
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Uma solução construída por moradores inspirou outro território a criar a sua própria resposta. O GSA ajudou a dar visibilidade a esse diálogo e à valorização do saber local.
Natasha Gabriel
Diretora de Projetos, Instituto Elos
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O Guerreiros Sem Armas não leva respostas prontas. Nosso papel é criar condições para que pessoas de diferentes lugares aprendam umas com as outras e fortaleçam soluções construídas a partir da realidade de cada território.
Mariana Gauche
Diretora de Educação, Instituto Elos
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